15 de julho de 2015

Cortem-lhe a cabeça!


Estamos quase a celebrar o nosso aniversariozinho, não é minha lindeza ariana? Não me chame assim que coro... Fica-lhe tão bem nas faces o rubro da nossa bandeira, dê cá a mãozinha, bebé. Cuidado com o cigarro, maluco!
Toda a gente sabe o que é o Síndrome de Estocolmo - para quem esqueceu, em linguagem de café, é isto, mais coisa menos coisa: a empatia dos reféns pelos seus captores. Os reféns poderão mesmo justificar o comportamento dos seus captores, e em casos extremados, fazer a defesa destes e dos seus valores.
Já a Síndrome de Varoufakis, ainda que seja um fenómeno psicológico exuberante, será menos conhecida. Na sua essência, é um rapto colectivo do pensamento lógico a partir de uma base ideológica comum, informalmente conhecida como Grande Nação da Esquerda Caviar. Verifica-se a emissão de expectativas irrealistas ou, porque também é possível, perfeitamente adequadas em Lalaland. Desencadeia hiper-actividade nas redes sociais, nas passeatas, alguma falta de controlo de impulsos, por exemplo, muito bater de portas, referendos, acusações de grande eco, tipo, fascista, terrorista e outras coisinhas que desprestigiam fascistas e terroristas e mais gente que assim se vê diminuída.
A coberto de urbanidade multicultural, politicamente correcta e tal, e estética de gin tónico, a Síndrome de Varoufakis caracteriza-se por um provincianismo que só encontra espelho no ultra-nacionalismo. Ora, também toda a gente conhece a ideia de, vá, Pátria/Europa encontrada nestas duas afinidades electivas do pensamento político, afinal de contas, logo à cabeça, com quem se aliou Hitler representado na linda pessoa que decerto foi o seu ministro Ribbentrop? Pois, foi com o amigo Estaline e a Rainha de Copas: off with his head!
E eu estou aqui em baixo, porquê? Ainda vos corto a cabeça! Ó Molotov, traz-me um pudim, filho, que o tratado de... de coiso, vá, de Tordesilhas já está assinado pelo teu patrão...