20 de dezembro de 2014

Rasgo-te os estofos de pele e parto-te a loiça toda!

Quando ouvimos A Cavalgada das Valquírias e as pás dos helicópteros no filme Apocalypse Now, agradecemos a Deus, a Coppola e a Wagner. Isto é uma coisa.
E isto é outra: gosto de móveis antigos, de candeeiros com iluminação inesperada, de algumas cadeiras modernas e de porcelana de mil idades e proveniências. E muito de Basquiat. Quando hoje vi uma colecção de pratos de porcelana Limoges-Basquiat, lembrei-me daquele reclame a um carro e aos seus estofos de pele, não sei qual foi a marca que se prestou ao figurino, e do locutor a declamar os versos de David Mourão-Ferreira para os assentos onde o rabo se estatela: Quem foi que à tua pele conferiu esse papel
 de mais que tua pele ser a pele da minha pele?
E já que estamos nisto, deslarguem-me o primeiro minuto e meio do Prelúdio da Suite nº1 para violoncelo, de Bach. Serve para publicitar tudo, de sapatos e relógios a perfumes. Irra! que ainda mando tia Jacqueline du Pré pela janela...