20 de novembro de 2014

Matilde-Metáfora Nome de vaca

MATILDE-METÁFORA NOME DE VACA
Um dia fartei-me da ditadura do encarnado,
do constrangimento do ´tou supé-assim
e fiquei supé-assado e de todo
o super de érre cortado e por junto corei
do tão querida! e do obrigadah - senti-me
tão embaraçada que fiquei encarnada, perdão,
vermelha acidulina groselha menina.
Foi no mesmo dia em que desliguei o tefone,
por falta de éle, não de bateria – e lá em casa
já só toca a te-le-fo-nia, ouviu, tia?
Um dia queimei a minha agenda e o futuro
pré-cozinhado e com ele ardeu todo o passado, e
se era mais que datado: touros, jaquetas, curros
forcados, cavalos e fados, os não sei quantos
de vez em quando matam-se, os dali jogam,
aqueles levantam-se sempre, ora isso é
uma boa raça de gente. Raça mas é de gentes,
é filho de quem?, deixe ver os dentes. Porém
quanto a forcados e touradas, praça de pé, e
quanto a fado, silêncio se se vai cantar.
E de quando em vez, não se pode evitar,
há quanto tempo, tenho montes, montes! de coisas
para te contar: este é o martim, o bernardo, a luisinha,
a matilde.
Matilde é nome de vaca - cacete.