11 de novembro de 2014

De pequenino se torce o pepino. Ó.



DE PEQUENINO SE TORCE O PEPINO. Ó.


A infância não é fácil.

Hoje, no colégio, celebrou-se o dia de São Martinho a quem o meu sobrinho chamou São Magusto, um senhor que trocou a capa pelo sol. 



Para além disto, a celebração de Remembrance Day, coisa que também não correu grande espingarda, salvo seja, porque o mesmo meu sobrinho disse que era o dia da Guerra das Poppies, Revolução dos Cravos dos soldados ingleses que tinham morrido todos quando foram apanhar papoilas e dia de pensar nos mortos, e se era Día de Muertos – assim, em espanhol e tudo. 



Porque isto é pouco, ainda teve teste de mandarim. Pior, foi o primeiro teste feito no pc, não separou as palavras, e zás, 53%.



Enfim, nem tudo foi mau. Descobriu a medida, ou será a capacidade?, do seu próprio estômago. Tinha pedido à mãe, literalmente, “três mil” castanhas para levar para o magusto porque decerto as comeria todas – adora castanhas. A mãe deu-lhe um saco com meio quilo bem pesado. Quando chegou a casa informou que tinha comido duas deliciosas castanhas inteiras, o tamanho “exacto e preciso” do seu estômago pois não lhe caberia mais nada, nadinha mesmo.


O outro meu sobrinho? Caracolinhos a Fada e estou mesmo encantada? Esse ficou de castigo logo à chegada. Tinham de fazer dois minutos de silêncio, lailailai, a Guerra das Poppies. Não fez o silêncio? Não fizei, fizei talim talão, badalo, sino!