29 de janeiro de 2014

v - Tenho de explicar tudo, eu?!

quá-quá
My Girl, dos The Temptations, é o tipo de gal que as meninas podem e devem ser quando se encontram naquele estado interessante: o estado entre maridos/namorados/híbridos. Quando já não se tem o marido, ou namorado, ou híbrido que se tinha, e ainda não se tem o que se vai ter. Como é essa gal? C´est comme ça!, explico tudo. Sou uma santa, eu, é o que sou.
Um pretendente a namorado é uma chatice, tem delírios, se não se tem o cuidado de lhe oferecer, vá, um pouco de realidade, acaba-se com um anel de que não se gosta no dedo e depois, azarucho do caneco, é uma trabalheira para desfazer a distracção. Um rapaz sozinho não serve para quase nada. Mas, e isto, sim, é importante, serve para arranjar outro rapaz. É uma coisa que os entusiasma, a eles, sei lá. Aceite, é um facto.
O seu papel é deixar que eles se esgoelem todos enquanto a minha querida é o sunshine. Depois dá-lhes uma colherzinha de chá: acompanhe só por uns segundos com um lailailai de nada. Pouco, que a raça é perigosa, entusiasmam-se e do nada podem ficar com mais braços do que um polvo. Só com um bocadinho, inho, ínfimo de música, linda menina, põe-nos a cantar e dançar para si porque é the month of May. Não se arme em maluca!, não prefira nenhum. Fique em estado de indecisão. É fácil: todos os rapazes têm ó tantas boas qualidades, se um é giro, o outro é simpático, paciente, um sem fim de virtudes - não é preciso contar que todos lhe provocam sono, por exemplo, ou que não ouve nada do que dizem. Ao fim do show, bate palminhas, ai que bem, muito obrigada, gostei muito, agora o bebé está cansadinho vai ó-ó, ou está descansadinho e vai trabalhar. E vai-se embora.
Não se preocupe com isso, nem com nada, os rapazes são como os patinhos do tio Popper, quando um vê que outro está na fila, lá vai ele atrás também. Porquê? Porque quem vai à frente é quem manda, é a mãe.