12 de novembro de 2013

Divina Providência

Uma amiga pouco amiga de arte urbana perguntou-me porque dediquei um capítulo do livro Camas Politicamente Incorrectas da Sexualidade Contemporânea a Alexandre Farto, aka Vhils. Disse-lhe a verdade, toda a verdade e não mais do que a verdade: sem cultura não há erotismo, sem erotismo não há bom sexo. Alexandre Farto é a Paula Rego da rua. Todo o acto cultural é um acto amoroso cheio de significado, a afirmação da existência, da vida, enquanto a morte, as mortes, rondam. A invisibilidade. Amar é fazer visível, é dizer: existes. Ora confirme.