28 de março de 2013

Porque hoje é quinta-feira


POEMAS COM ADÉLIA PRADO DENTRO - iv
MIL MULHERES MORTAS À TUA PORTA

Traz uma lei um jugo uma prisão
o amor é criminoso
e voluptuoso ferino exibicionista
mesmo em hora de expediente
aparece num truque de ilusionista
vindo do impenitente coração
sem arrependimento inconveniente:
o amor precisa é de casamento
para ser uma relação civilizada
de tu pão e eu mostarda dois a comer
a memória do sabor do cachorro
Mil mulheres mortas à tua porta
Tenho de afastar a carne nua
uso um sorriso na pontinha dos sapatos
outro na elegância assassina dos saltos
para passar