DUZENTOS DIAS
Que alegria teria sido
se em qualquer um destes duzentos dias
tivesses vindo dizer sim.
Mas um homem não sabe
ter um Coração de Maria:
faça-se em ti segundo a minha vontade
é o Verbo do homem.
E nem sequer tem culpa.
Vive fora. Sempre viveu fora.
Para fora. O mundo lá fora
deu-lhe trabalho a construir,
teve de o moldar.
E todo o choque é este
quando homem e mulher
batem de frente,
mundo fora, mundo dentro,
e alegria não há por duzentos dias.
Quem ri é a serpente.