TEMPÍSTICA
É Inverno e a Primavera chegou. As árvores tão despidas na avenida,
lá em baixo, não sabem. É que há isto de não saber o que não se pode saber:
como pode a folha chegar antes da hora se tem hora para chegar?
Tudo é isto. Tempística. Tudo quando cabe entre a vida e a morte é.
Fora do tempo, nem folha, nem flor, a regra é a voz do Vento.
Não desceu Ele sobre Zorobabel e lhe disse,
não pela força, não pelo poder, mas pelo meu Sopro Sagrado?
Tudo é isto. Tempística. Mesmo há pouco, estava a ouvir como nada muda além
da mudança - como gosto de pensar em bíblico, gosto em dança,
e no samba estamos todos em nossas pequenas revoluções previstas,
Nelson Cavaquinho, Cartola, Ataulfo Alves, Candeia, Barbosa, eu sei lá,
sei que o coração não tem actualização, não há upgrade sentimental,
nem pela força nem pelo poder,
se é Inverno e a Primavera lhe chega à avenida, não pode saber,
nenhum templo Zorobabel levanta antes do Vento dizer.
Que me perdoem o quadradismo e se eu insisto neste tema
- e logo cantado por Maysa -
mas não sei fazer poema ou canção que fale de outra coisa que não seja o coração.
Quando no Sopro a tempística chegar, minha musa, minha lira, minha doce inspiração,
você passa, eu acho graça, nessa vida tudo passa, e você passou também
e então vou levantar o segundo Templo de Jerusalém.
lá em baixo, não sabem. É que há isto de não saber o que não se pode saber:
como pode a folha chegar antes da hora se tem hora para chegar?
Tudo é isto. Tempística. Tudo quando cabe entre a vida e a morte é.
Fora do tempo, nem folha, nem flor, a regra é a voz do Vento.
Não desceu Ele sobre Zorobabel e lhe disse,
não pela força, não pelo poder, mas pelo meu Sopro Sagrado?
Tudo é isto. Tempística. Mesmo há pouco, estava a ouvir como nada muda além
da mudança - como gosto de pensar em bíblico, gosto em dança,
e no samba estamos todos em nossas pequenas revoluções previstas,
Nelson Cavaquinho, Cartola, Ataulfo Alves, Candeia, Barbosa, eu sei lá,
sei que o coração não tem actualização, não há upgrade sentimental,
nem pela força nem pelo poder,
se é Inverno e a Primavera lhe chega à avenida, não pode saber,
nenhum templo Zorobabel levanta antes do Vento dizer.
Que me perdoem o quadradismo e se eu insisto neste tema
- e logo cantado por Maysa -
mas não sei fazer poema ou canção que fale de outra coisa que não seja o coração.
Quando no Sopro a tempística chegar, minha musa, minha lira, minha doce inspiração,
você passa, eu acho graça, nessa vida tudo passa, e você passou também
e então vou levantar o segundo Templo de Jerusalém.