SÓ O MUNDO
E ninguém para nos salvar.
Só mundo. Quando, de repente,
não é uma força de bloqueio,
é uma corrente e a força do mar.
Não connosco, iogurtes fora de prazo,
mas com alguém, e a gente, espectadora
imprevista, assiste… ah é como se nascesse
de novo, e nasce! quando aquele ovo
de talento que se vê, cheira, sente,
eclode e as estrelas dizem sim.
Há o tempo em que sonhamos
os nossos sonhos, e acreditamos,
chama-se infância.
E o tempo em que os perdemos
de tanto os desconseguirmos.
E depois há o tempo, finalmente,
agradecido ao nosso Deus abstracto,
mais ou menos particular,
porque o sonho de alguém se fez facto
e os dias serão os das suas concretizações -
há lá beleza maior?
E esse é o tempo do primeiro adeus.
Só mundo. Quando, de repente,
não é uma força de bloqueio,
é uma corrente e a força do mar.
Não connosco, iogurtes fora de prazo,
mas com alguém, e a gente, espectadora
imprevista, assiste… ah é como se nascesse
de novo, e nasce! quando aquele ovo
de talento que se vê, cheira, sente,
eclode e as estrelas dizem sim.
Há o tempo em que sonhamos
os nossos sonhos, e acreditamos,
chama-se infância.
E o tempo em que os perdemos
de tanto os desconseguirmos.
E depois há o tempo, finalmente,
agradecido ao nosso Deus abstracto,
mais ou menos particular,
porque o sonho de alguém se fez facto
e os dias serão os das suas concretizações -
há lá beleza maior?
E esse é o tempo do primeiro adeus.