7 de outubro de 2016

É uma inocência poética, perdão, uma verdade poética, Mrs. Stedman...

Sempre acho a engenharia aeronáutica uma forma melhor de viver nas nuvens...

O meu sobrinho trouxe hoje para casa um trabalho que fez na sala de aula o ano passado, quando estava no terceiro ano. Foi pedido um texto, tema livre. O meu sobrinho perguntou se podia fazer um poema. A professora do meu sobrinho, Mrs. Stedman, disse sim. 
A minha irmã, mãe do meu sobrinho, contou-me isto ainda há pouco. A seguir leu. Disse-lhe logo: 
- Não quero cá mais poetas na família, só escrevedores de best-sellers, page-turners, chamem-lhe o que quiserem! 
E ela, zás, armada em liberal: 
- Ora essa, porquê? Se for poeta, é poeta.
E a minha indignação:
- Isso diz-se? É que já não há pais à antiga portuguesa...
Depois, mandou-me a photo do trabalho por email. Retiro o que que disse, pronto, pode ser poeta à vontade - até porque ele quer ser engenheiro aeronáutico. Posto isto, transcrevo.
Mrs. Stedman thinks I'm listening,
but I'm thinking about planes,
in the sky.
She thinks I'm listening,
but I'm thinking about dolphins,
in the sea.
Mrs. Stedman thinks I'm listening,
but I'm thinking about ships,
in the ocean.
(É preciso não esquecer: quando o meu sobrinho escreveu isto, só tinha sete anos, agora, agora é muito mais crescido, uma loucura, já diz quando eu era pequeno, uff... oito anos, senhores, oito anos é muita fruta!)