27 de janeiro de 2016

Biblioteca

BIBLIOTECA
Hoje entrei no labi­rinto de Bor­ges
para procurar o livro que estou a escre­ver: 
como pode­ria não o encontrar, se o texto 
e todas as suas vari­a­ções
estão per­fei­ta­mente inde­xa­das
e aces­sí­veis no cen­tro da estante?, ali,
ali mesmo, no meu plexo solar,
onde o mar se expande e a espuma me
toca os pas­sos e hume­dece os tacos
do cor­re­dor desta biblioteca.