28 de dezembro de 2015

À espera de Deus

À ESPERA DE DEUS
Espero por Deus sempre
nos lugares onde não O encontro,
quando, assim de repente:
morreu, é terminal, 
arruinou-se, 
foi num desastre, 
é uma catástrofe natural.
Espero por Deus sempre
e mais quando parece que não está,
quando bato de frente no
não: não vales, não podes, não tens,
não a mim e a ti, não a este e aquele, 
só porque sim. Só porque sim, não.

Espero por Deus sempre.
Espero até que O veja
nestes locais mal frequentados da dor
e durante o tempo que for,
e espero-O porque chega.
Entre nós e os males do mundo
estão os guardiões da Vida:
um chama-se Mãe,
o outro chama-se Pai.
Casulo. Filtro. Explicação.
E um dia, entre nós e o mal, nada,
Mãe e Pai são vozes dentro da nossa voz
e é a nossa vez de guardar a Vida.
Mas eu sou demasiado pequena
para a guardar sozinha,
preciso que a Tua força pegue 
na minha fraqueza e lhe diga, 
és minha.