25 de dezembro de 2015

A Bela e o Monstro

A BELA E O MONSTRO
Abro um livro, 
leio dois versos 
ou três poemas, 
fecho-o, 
pego noutro,
meia dúzia de páginas  
em meia dúzia de linhas, 
espreito o email 
e o jornal e
até a composição 
do creme das mãos,
Barral.
Farejo uma palavra,
uma só:
a rosa vermelha
num jardim de neve:
a chave do poema por vir
ao silêncio branco da folha,
à vida em branco,
à espera.
A folha caiu da rosa vermelha.