1 de julho de 2015

Assinatura

Ser o que pressentimos ser, arrojar os limites do raio das nossas possibilidades, quero dizer: há a educação, as circunstâncias, as expectativas, há sermos o que inventaram que éramos, e depois de tudo isto, depois de sermos o pai e a mãe que tivemos, e o herói e o vilão que nos atribuíram, depois de vivermos os seus respectivos sucessos e fracassos, há a liberdade de ser, há outra porta para a qual só nós temos a chave. E quase ninguém entra. Será porque ser exige obra?, obra nossa, única, pessoalíssima? O desconhecido que fascina também assusta.