1 de maio de 2015

É urgente?

SERVIÇO DE URGÊNCIA
Homem, coisa boa,
tu não achas que devíamos 
sair do pensamento,
palavras, leva-as o vento -
e hoje ele é morno e o dia quente…
Ó my sweet, porquê sair
de onde se está tão bem
e como nós ninguém?
Mas homem bom,
gostava tanto de ser um casal
daqueles que até vão ao hospital…
Angel, uma sala de espera
não tem poética!
Tem, pois, é músculo-esquelética,
eu de heroína romântica 
na ressonância magnética,
é bonito, ou tu, na radiografia
a espreitar o osso que assobia.
Darling, e um osso assobia?
Sim, quando passa uma frente fria.
E porquê o drama?
Porque a gente se ama!
E não seria melhor ficar na cama?
Só se for para morder a mesma
concreta maçã.
Amanhã?
Não, agora: eu sou lá mulher
de se jogar fora?!