10 de abril de 2015

Parabéns a você, G&P!

Parabéns, minha linda G&P!


A minha editora faz hoje anos e isso significa que estamos as duas de parabéns. Tenho sido feliz com ela, não só quando escrevo, mas quando leio. E se tenho lido... Sade, Sena e Sofia numa só alegria e tantas outras tive que não vou dizer. Mas uma editora antes de ser papel é gente. Valente. Porque uma editora pequenina e independente é um arame de equilibrista quando publica o que talvez não fosse publicado neste Portugal de hoje deprimido e empobrecido. Deixa-nos acreditar no mundo  de quando éramos pequenos e dizíamos com toda a certeza que quando crescêssemos íamos ser... escritores. Merci, Guerra e Paz, aos meninos e meninas, e ao nosso Editor que disse assim:

MENSAGEM DE MANUEL S. FONSECA, EDITOR DA GUERRA E PAZ
Mais ou menos por esta hora, há nove anos, no Auditório II da Fundação Gulbenkian, nasceu a Guerra e Paz. Nesse dia, com o lançamento de um novo livro de Agustina Bessa-Luis, outro com a correspondência de Jorge de Sena e Sophia de Mello Breyner, e dois pequenos livros com contos de Camilo e Eça, a Guerra e Paz editores surgiu com um propósito: o de ser preciso virar a página. 

São nove anos a virar páginas, com sucessos e insucessos, com alegrias e tristezas. Tem graça, não há nenhuma diferença entre a vida de uma editora e a vida de uma pessoa. E já nem sei se sou eu, se é esta casa editorial que se lembra de ver, nesse fim de tarde de Abril, no palco dessa sala da Gulbenkian, o João Bénard da Costa, a Maria Filomena Mónica, a Sílvia Alberto a apresentar, e um pianista, António Maria Cartaxo, filho do maestro António Cartaxo, ao piano, a acompanhar um sonho que nascia. Ou seria a embalar um bebé?