8 de julho de 2014

Rosa

Io vado sotto le nubi, tra ciliegi 
così leggeri che già sono quasi assenti. 
Che cosa non è quasi assente tranne me, 
da così poco morta, fiamma libera?
Cristina Campo in Elegia di Portland Road

 ROSA – fiamma libera
Mundo das dez mil coisas, uma só quero, nela tudo.
E a ti dou o que mais amo porque estou naquilo que amo.

Quando era pequena escrevia em sílabas métricas
e procurava verdades fonéticas na casca das palavras:
era tempo e rima - pensava estar mais próxima da música,
da arquitectura do alfabeto, da matemática das esferas.
Não sabia nada da pulsação das letras, 
do ritmo cardíaco do Verbo,
do Vento que corre no verso e nada dispersa
pois fecha o poema para abrir o ouvido,
serpente a morder a própria cauda:
toma, dou-te hoje o caminho de regresso a casa,
a casa é a origem das dez mil coisas,
uma só és tu.