21 de junho de 2014

Amor canibal... que nojo tão bom

Agora que penso nisto, escrever é um amor canibal: o texto, poesia, ficção, auto-ficção, não se alimenta só dos outros textos de outros autores, o clássico canibalismo mais do que falado. Há a vida real, imaginada e fantasiada dos outros, e de eus potenciais, todo um povoamento e seus fantasmas transubstanciados em letras. Ah!, mataste-me no teu romance. Eu?, eu não, eu gosto de ti: tu foste só o ponto de partida para a minha alter-realidade: as ficções.