20 de dezembro de 2013

Cancioneiro, perdão, Cãocioneiro de Natal

Há mais de 13 anos que tenho o meu Cão comigo. Antes dele nascer já estava à espera que ele chegasse a casa. Toda a gente sabe. Andei mais de um ano à procura do Cão porque ele se esqueceu de avisar que ainda não tinha nascido. Só por causa disso estive para lhe chamar Cãolai Lama.

Canto-lhe canções patetas quase todos os dias - o Cãocioneiro de Natal é o que lhe cantei hoje no carro, no regresso a casa, vindos do veterinário. Se quiser repetir uma canção, a patetice é tanta que não consigo. É natural: as melhores coisas que fazemos na vida não valem nada. Descobri isso porque o Cão no banho transforma-se em gato. Para aquela aflição molhada não saltar suicidariamente da banheira e me arranhar os braços o menos possível, cantava-lhe variações disto, acrescentando bichos em cada repetição, e sei lá o que mais:
 
 
Ter um tigre da sibéria 
na banheira é um perigo
Ter um urso com um tigre na banheira 
ai que pavor, 
Vou chamar o meu querido 
senhor Cão para me salvar deste horror
CÃOCIONEIRO DE NATAL
Este Cão é o melhor que há no mundo
das quatro patas, das duas patas, 
das cem patas, que a centopeia
e do que a baleia, este Cão é melhor.
Este Cão é melhor do que um balão a passear, ó, pelo ar
do que estourar um balão, pah!, é melhor.
Não há melhor do que este Cão nem no Natal,
este Cão não tem rival, não tem igual
e é todo meu e só meu - ah ah ah ah.