6 de abril de 2013

Só gosto de ti


Laetitia Casta fotografada por Dominique Isserman
Laetitia Casta fotografada por Dominique Isserman
As revistas ditas femininas falam muito de sexo. Falam demais até porque é muita parra e pouca uva. Partem de uma perspectiva completamente estapafúrdia e do tipo, vá, pedagógico: como reavivar o desejo perdido; one night stand – uma experiência libertadora que pode reacender a chama que perdeu; como a relação extra conjugal pode apimentar o seu casamento; comunicação - a porta para uma nova vida sexual. E por aí vai de despropósito em despropósito a ensinar uma mulher a tratar um homem como se ele fosse uma mulher. E ela fosse um homem, de vez em quando. Está tudo doido?
Ouço mil conversas de mulheres sobre os homens e lailailai.
Atenção selectiva é o que interessa. E o que interessa é o que funciona. Sim, conheço mulheres bem amadas. São frescas. São giras. Estão de bem com a vida.
Laetitia Casta fotografada por Dominique Isserman
Laetitia Casta fotografada por Dominique Isserman
Acha que mariquices que só servem para encher páginas e vender publicidade funcionam? Não há vida sexual nenhuma que melhore porque encheu a casa de velas perfumadas a ponto de espirrar ou pegar fogo aos cortinados! Ou porque teve uma conversa sobre a relação – que seca do caneco. Ou porque dormiu com um palhaço que não conhece nem quer conhecer - ui que nojo! Isso lá interessa a alguém? Só se for uma estratégia para que o seu amor desapareça e não volte.
Quer a atenção do homem que ama? Não lhe compre um postal fofinho. Olhe, compre-lhe uma gravata ou outra coisa qualquer, tanto faz, e depois vista-se só com ela. Isso é um presente. Quando recebe um gosta que seja a seu gosto, numa caixinha, com laço, talvez flores? Pois um homem prefere que o laço esteja à volta do seu pescoço, da sua cintura, e a flor no seu cabelo. Ou onde lhe apetecer.
Laetitia Casta fotografada por Dominique Isserman
Laetitia Casta fotografada por Dominique Isserman
Os homens são bichezas simples no que diz respeito às mulheres: gostam de ser amados, gostam de sexo. Expressam o amor que sentem, pasme-se, sexualmente e, muito importante, fazendo coisinhas do tipo gato que finge que é um animal doméstico porque caçou um rato e o foi entregar a quem lhe deu comida. Falsos! São uns falsos! Gostam de mulheres que gostam de sexo com eles e deles. Gostam de brincar ao gato e ao rato, à vez. E de mandar e ser mandados. Não gostam de monogamia, detestam, contudo também não querem que joguem a mãozinha ao que é deles.
Portanto, se as meninas querem saber de roupa, sapatos e maquilhagem, e outras novidades de coisinhas boas, comprem lá as revistas do costume, todavia lixem-se na psico-pedagogica de alcova.
Querem, sei lá, que a atenção de um homem não se, como direi, disperse? Leiam o que eles lêem e prestem atenção aos bonecos: Playboy e afins – e não, não estou a falar da parte dos carros e das motas.
Já sei, já sei. Está a pensar que sou uma machista de quinta porque você, mulher superior, recusa-se a ser um objecto sexual e prefere que seja ele a mexer-se para lhe agradar. Pois, está muito bem, faça lá como lhe parecer adequado, mas sempre lhe digo: eles preocupam-se mais do que imagina, e por esse andar a minha querida ainda vai acabar a ler as quinhentas mil sombras de Grey, a sonhar com um tau-tau, e a comer batatas fritas. E chocolates. Na caminha. Enquanto ele ressona.