3 de janeiro de 2013

Mínimas - iv


Os homens são isto. E as mulheres são aquilo. Os homens fazem assim. As mulheres assado. Chega. Não há os homens. Nem as mulheres. Há um homem. A mulher. Os que amamos. Cada um único. Na verdade, além desse exacto um, dessa certa uma, há o todo que são todos os outros e são mesmo isto e aquilo. Contradigo-me – pois, bem sei. Mas apresento factos, aposto, iguais aos seus: quanto aos homens, ó deles, há cobras com o sangue mais quente do que o meu. Já no amor sou uma sentimental do piorio, é o lado cão que bem me lixa  - zoomorfia do caneco…