8 de dezembro de 2012

À conversa com Bob Dylan


BEYOND HERE
Cassandra:
- Beyond here lies nothin´ but the mountains of the past.
Apolo:
- Ninguém acreditará.
Cassandra:
- E assim mesmo, como Tróia: beyond here...
Apolo:
- De que serve a sabedoria sem o poder de a fazer acreditada?
Cassandra:
- Serve à tragédia.
Apolo:
- O que é a tragédia?
Cassandra:
- Quando Aristóteles der à vida dirá que é o curso do rio, os rios correm para o mar: hybris, ágon, ananké, pathos, peripécia, anagnórise, clímax, catástofre, catarse. Depois dele repetirão até à náusea: inexorável: os rios correm para o mar.
Apolo:
- E hoje, o que é a tragédia?
Cassandra:
- Um homem e a vontade do mundo.
Apolo:
- Sou um Deus, não percebo a condição humana, ou se preferires, a preposição: um homem e o mundo.
Cassandra:
- Tragédia sou eu.