24 de outubro de 2012

03 - POEMAS DO NOVO MUNDO

A VEZ DO TEMPO
Apagar,
tal nas antigas pistas do homem,
não os passos, os vestígios dos passos.
Fazer a vez do vento, dos animais,
de outros por cima passos, e mais:
fazer a vez do tempo.
Oferecer à memória do mundo,
o esquecimento.
Desde a aurora riscada a choro nascido
ao crepúsculo de silêncio crescido,
apagar.