15 de julho de 2012

Tenho de explicar tudo, eu?!

A porta, concreta ou metafórica, é indiferente logo que feche ou abra segundo a nossa vontade que é fechar muito, abrir pouco e inesperadamente, é o nosso melhor acessório, meninas - sou uma santa, é o que sou... A porta é melhor que brincos, pulseiras, lailailai - nem falo da óbvia desnecessidade de decotes fundos ou micro saias: os homens têm todos olhinhos de Supermam, visão raio x, não porque sejam heróis, mas porque são bandidos! E este é um facto da vida, pelo que é fundamental andar mais vestida do que nua nos sítios explícitos, e mais nua do que vestida nos implícitos. Por definição, há as irregularidades... noutro dia explico-as, são como, vá, os verbos. C´est comme ça!: decote subido e as costas em vertiginoso léuzinho, ou os braços, o lindo joelhinho; uma gola redonda num vestido selecto abaixo do meio da coxa e uns saltinhos de 10 centímetros para dar ao rabinho, perdão, ao vestido, o  balanço certo e sambado, sem esforço. Inocências assins. E quem diz a roupinha diz em tudo. É fácil. Mal comparado é como a boa escrita: perfeito domínio das regras, certeza absoluta da expressão, e um twist transgressor, assim se compõe uma assinatura única, original. Ou como diria o tio Fernando, o Pessoa, claro, pela voz de Bernardo Soares: "a maior indisciplina interior junta à máxima disciplina exterior compõe a perfeita sensualidade." Olé!