21 de julho de 2012

Notebook - fab ride



Se não levarem muito a mal, preferia assim. 

Toda a gente já escolheu profundíssimas, humorosas, ou meramente formais palavras de lápide - confesso, gosto que me farto das do estou-me rebolando numa grande piedade por mim Mário de Sá Carneiro que arrancou como ninguém: quando eu morrer, batam em latas. Porém, quanto isso, estou-me lixando, façam o que acharem que devem fazer. 

Mas gostar, gostar... gostava mesmo era que esta fotografia que Daido Moriyama não me tirou apesar de ser eu, ficasse lá: nunca me vi mais do que aqui e aposto que à frente o Cão vai no cesto. Testamentos vitais, últimas palavras de sabedoria, lailailai? Não tenho porque não as há, e se as houver, quero se fodam. Música? Aquele exacto prelúdio, assim mesmo, como simplesmente está, no corpo. A vida é agora: fabulous ride.

Eugénia de Vasconcellos
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FABULOUS RIDE